quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A esperança é o combustível da vida



A esperança corresponde à aspiração de felicidade existente no coração de cada pessoa. Interessante observar que quem perde a esperança mais profunda perde o sentido de sua vida; sem esperança viver não tem sentido. O próprio antônimo dessa palavra é DESESPERO, ou melhor, a perda quase que em estado definitivo da esperança. E este [desespero] é capaz de corroer o coração.

A esperança é a vacina contra o desânimo e contra a possibilidade de invasão do egoísmo, porque apoiados nela nos dedicamos à construção de um mundo melhor. A perda da esperança endurece nossos sentimentos, enfraquece nossos relacionamentos, deixa a vida cinza, faz a vida perder parte do seu sabor. Porém, todos os dias somos atingidos por inúmeras situações que podem nos desesperar.

A esperança é o combustível da vida, a forma de mantê-la viva é não prender os olhos nas tragédias, pois a cada desgraça que contemplamos corremos o risco de perdê-lo [combustível]. Existe na mitologia grega a presença de uma figura interessante: uma ave chamada fênix, que quando morria entrava em autocombustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. A fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava.

A impressão causada em outros animais por sua beleza e tristeza chegava a lhes provocar a morte. Nossa vida passa por este processo várias vezes num único dia, ou seja, sair das tragédias para contemplar a beleza que não morreu, a vida que existe ainda, como fazia essa ave mitológica. Alguns historiadores dizem que o que traria a fênix de volta à vida seria somente o seu desejo de continuar viva, depois de completar quinhentos anos elas perdiam o desejo de viver e aí se morressem não mais reviviam. O desejo de continuar a viver era sua paixão pela beleza, que é a vida.

Vida sem sabor é uma vida sem perspectivas; quem cansou de tentar, cansou de lutar e desistiu de tudo, uma vida que apenas espera o seu fim, por pensar que nada que se faça pode mudar coisa alguma. Quem perdeu a capacidade de sonhar, o desejo de felicidade confundiu-se com a utopia. Felizmente não existe motivo para desanimar. Não falamos aqui de qualquer esperança, mas da autêntica esperança, que não se apóia em ilusões, em falsas promessas, que não segue uma ilusão popular em que tudo se explica.

A esperança verdadeira, vinda de fé, é uma atitude muito realista, que não tem medo de dar às situações seu verdadeiro nome e tem sempre o Orisá como fator principal. Não tem medo de rever as próprias posições e mudar o que deve ser mudado.

À medida que perdermos ilusões e incompreensões temos o espaço real no qual pode crescer a esperança, que nada mais é do que a certeza de que tudo pode ser melhor do que o que já vemos. E o desejo de caminhar na direção da vida, atraídos pela sua beleza que no momento pode somente ser sonhada, mas é contemplada pelo coração.

O homem pode ser resistente às palavras, forte nas argumentações, mas não sobrevive sem esperança. Ninguém vive se não espera por algo bom, que seja bem melhor do que o que já conhece, já possui ou já experimentou. Orisá alimenta nossa vida por meio da esperança!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

A importância de se fazer um encontro espiritual.



Buscar um tempo para si mesmo junto ao bom Orisá. Um encontro espiritual deve ser marcado por este principal objetivo. Vivemos hoje num mundo de grande velocidade, agilidade de informação e compromissos diversos, onde, quase sempre, não temos tempo para nada e se não tiver tempo para o Orisá à morte espiritual é absolutamente certa! O ser humano, em especial os dedicados à vida religiosa, necessita de uma parada nas atribuições do dia-a-dia para ampliar esse contato ardente com o Divino. O encontro espiritual torna-se este momento no qual paramos para refletir sobre nós mesmos, sobre a nossa condição de vida; para pensar em como estamos vivendo, quais motivações para as tarefas que realizamos e para o modo de vida que temos; como estamos agindo e nos comportando no meio da sociedade. Enfim, uma série de questionamentos que podem ser respondidos por meio do silêncio, da oração e de um aproximar-se mais intenso ao Orisá.

O silêncio e o recolhimento na oração foram e são marcas constantes em nossa Tradição. Os monges até hoje seguem para o deserto onde se entregam ao conhecimento de si próprios e a união com seu Deus, para irradiarem a vida em suas Igrejas e na sociedade com sua profunda sabedoria e mística. O encontro espiritual, o recolhimento e a oração tornam-se mais necessários para superarmos as forças e nos realizarmos. É em um encontro espiritual que somos convidados a nos entregarmos nos braços de nosso Orisá, confiarmos a ele toda a nossa vida. Esse encontro é um momento rico e oportuno para renovarmos a nossa vida de oração e nossa espiritualidade.

“A pratica do silêncio, da meditação e da oração favorecem diversas áreas cerebrais, tornando-as mais pacientes e altruístas”, afirmou a Dra. Adriana Gini, neurorradiologista italiana.


O ser humano foi constituído com desejos, conhecimentos e transcendências. O nosso desejo atua de várias formas, porque somos carentes de tudo e estamos aspirando ao incomensurável. O nosso anseio é de fato e de verdade pelo impossível e pelo desconhecido da eternidade. Arde dentro de nós a vontade revelativa do segredo, do misterioso.

Temos a capacidade nata de comunhão com o Orisás. Cada ser humano traz no seu coração a marca de pertença ao Orisá e atração do seu infinito amor. O maior desejo do ser humano é ver seu Orisá, estar com Ele e viver para sempre com Ele.

O DESERTO

Deserto é fator de solidão e silêncio Na solidão tomamos distância de toda materialidade e do contexto geográfico. É a dimensão absoluta do espírito, ou seja, liberdade da sua autêntica imaterialidade. O lugar, o tempo e a missão são por conta do Orisá.

O silêncio é o colóquio da alma é a comunicação mais hipotalássica comigo, com as Divindades e com o próximo. Capacidade profunda de escuta que flui em nossa consciência a nossa realidade. O silêncio interior é o espaço total para a nossa alma e o silêncio exterior é a ausência total do barulho e de todo atrapalho.


CONCLUSÃO
Precisamos bastante de encontros espirituais. É uma excelente prática. Fonte de saúde física, emocional e espiritual. Buscar conhecer melhor esse encontro para crescer na graça e na sabedoria espiritual. Faz ser o mar que podemos mergulhar a alma com profundidade. 

De todas as nossas atividades o tempo para o nosso encontro pessoal com o Orisá é sagrado. Nada, absolutamente nada, é mais importante do que o tempo de comunhão com Ele. Esse encontro é o tempo sacramentado para o alimento da nossa fé, robustez do amor, fortaleza de nossas virtudes e a paz de espírito.

Sem tempo para o Orisá a pessoa vive rasa, vazia, superficial, virtual, parcial e infernal.